O movimento de mudança da educação

4 de junho de 2018 em Be a Blog

A partir dos anos 1960 um forte movimento de mudança nas escolas foi iniciado gerando uma intensa pesquisa sobre qual a melhor estratégia precisava ser tomada para que as escolas cumprissem melhor seus objetivos.

Durante as décadas de 1960 e 1970 esse movimento ocorria de fora para dentro, através de grandes especialistas em educação, mas deixava de fora a participação do professor, o atuante que estava na ponta da vivencia e não opinava na elaboração dessas mudanças.

Em oposição a esse movimento surge, paralelamente, um novo modelo ignorando as pesquisas externas e caracterizando-se pela importância do papel do professor e sua pesquisa a partir da pratica.

Podemos observar que ambos os modelos buscam a mesma coisa: melhorar a qualidade do ensino e transformar a cultura, mas ambas falharam em desconsiderar a perspectiva do próximo. Um grupo não levou em conta toda a experiência de trabalho de quem se encontra diariamente na vivencia escolar, enquanto o outro desconsiderou toda a fundamentação teórica e pesquisa. No final de toda essa discussão quem sai perdendo e a própria educação que leva anos a mais para dar um salto em melhoria. Somente a partir da década de 1990 podemos observar um movimento mais integrador, voltado para múltiplos conhecimentos e considerando professores, pesquisadores, escolas e comunidade. Esse e o caminho para a mudança na educação. Por mais que a escola seja o centro da mudança, e preciso considerar todos os aspectos e instituições que a orbitam: governo, família, professor, escola e aluno.

Devemos caminhar para uma educação intercultural, personalizada com o propósito de atender as necessidades educativas de cada cultura. Um processo de aprendizado pautado em estimular a criatividade, colaboração e múltiplas competências. A mudança começa em nos, e mais do que nos preocuparmos com a mudança, devemos nos preocupar com que qualidade estamos mudando a educação.

Já somos os professores do futuro?

17 de maio de 2018 em Be a Blog

Recentemente encontrei uma revista sobre educação com a seguinte capa: “Os professores do futuro”. A revista era de 2001 e alertava para os professores que em 2010 as salas de aula estariam repletas de tecnologia a favor do ensino e que o professor teria tantos recursos para utilizar que o processo de ensino seria bem mais facilitado. Muitas dessas tecnologias realmente já estão aí, outras nem tanto. Não vamos levar em conta, nesse caso, o que poderia ter ou não, devido à políticas públicas. Vamos abordar aqui o que temos em mãos nesse momento. Caso aquela reportagem tenha sido (o que não foi) o primeiro aviso em toda a história de que a educação estava tendo acesso a novas ferramentas para uma mudança, nós teríamos tido 17 anos para nos preparar para tal. E será que conseguimos nos apropriar dessas ferramentas?

Hoje temos aplicativos incríveis que permitem uma organização mais prática, outros voltados para uso em sala de aula onde é possível cadastrar cada aluno e editar anotações sobre eles; Temos acesso a inúmeros conteúdos de suporte como vídeos em plataformas de streaming, infinitas imagens de suporte e o que muitos professores fazem? Pegam esse material todo, compilam e transformam em texto para cópia.

O que a revista de 2001 não alertou para os professores do futuro é que de nada adianta o acesso a tecnologias cada vez mais avançadas e eficazes se as práticas em sala de aula continuam as mesmas. Para sermos os professores do futuro, primeiro, precisamos ter uma mentalidade diferente da que tínhamos no passado e ter um novo olhar sobre avaliação e processo de construção do aprendizado para só então nos apropriarmos do uso eficaz dessas ferramentas.

Se você não quer ser um professor do passado com uma ferramenta do futuro na mão, você está no lugar certo! O Be a Base foi feito pra você, professor que deseja ver a mudança acontecendo na educação!

Vamos juntos transformar o ensino!