A partir dos anos 1960 um forte movimento de mudança nas escolas foi iniciado gerando uma intensa pesquisa sobre qual a melhor estratégia precisava ser tomada para que as escolas cumprissem melhor seus objetivos.

Durante as décadas de 1960 e 1970 esse movimento ocorria de fora para dentro, através de grandes especialistas em educação, mas deixava de fora a participação do professor, o atuante que estava na ponta da vivencia e não opinava na elaboração dessas mudanças.

Em oposição a esse movimento surge, paralelamente, um novo modelo ignorando as pesquisas externas e caracterizando-se pela importância do papel do professor e sua pesquisa a partir da pratica.

Podemos observar que ambos os modelos buscam a mesma coisa: melhorar a qualidade do ensino e transformar a cultura, mas ambas falharam em desconsiderar a perspectiva do próximo. Um grupo não levou em conta toda a experiência de trabalho de quem se encontra diariamente na vivencia escolar, enquanto o outro desconsiderou toda a fundamentação teórica e pesquisa. No final de toda essa discussão quem sai perdendo e a própria educação que leva anos a mais para dar um salto em melhoria. Somente a partir da década de 1990 podemos observar um movimento mais integrador, voltado para múltiplos conhecimentos e considerando professores, pesquisadores, escolas e comunidade. Esse e o caminho para a mudança na educação. Por mais que a escola seja o centro da mudança, e preciso considerar todos os aspectos e instituições que a orbitam: governo, família, professor, escola e aluno.

Devemos caminhar para uma educação intercultural, personalizada com o propósito de atender as necessidades educativas de cada cultura. Um processo de aprendizado pautado em estimular a criatividade, colaboração e múltiplas competências. A mudança começa em nos, e mais do que nos preocuparmos com a mudança, devemos nos preocupar com que qualidade estamos mudando a educação.