Dar aos alunos o direito à escolha é algo que muitas escolas, secretarias de educação e demais instituições de ensino estão comentando atualmente. Quando paramos para analisar o processo de ensino da educação atual vemos que no contexto social em que ela está inserida suas abordagens estão esgotadas e, enquanto não surge nada novo, essas abordagens que não atingem perdurarão por algum tempo.

Quando nos remetemos aos modelos antigos de educação, nos deparamos com dois exemplos: a educação ateniense e a educação espartana. A primeira é livre, formadora crítica de expressão e de grandes líderes. Enquanto a segunda representa uma educação rígida, militar, formadora de obedientes a uma cadeia de comandos. Comparando nosso modelo de educação atual, como diria Paulo Freire, estamos em uma educação bancária, onde o professor deposita toda a informação e conteúdo no aluno e, ao final, determina se o aluno se encontra apto ou não, retirando seu “extrato de conhecimento” com tudo o que pôde ser aproveitado dos depósitos realizados. Ainda estamos distantes de um modelo de educação ateniense, nossa educação é espartana. Rígida, controladora e sem direito à escolha.

Recentemente começaram a surgir em algumas instituições o protagonismo infanto-juvenil, o que é muito bom. Os alunos precisam estar na liderança de seu processo de aprendizado e do ambiente que promova esse aprendizado, pois é através desse protagonismo que surgirão competências que levarão à colaboração, criatividade, senso crítico e liderança.

O discurso mais vendido é o de que a educação prepara para a vida. Mas, olhando bem para o que tem sido ensinado em sala de aula e como a vida na sociedade atual realmente está, notamos que um não se relaciona com o outro. As práticas inovadoras em sala de aula devem ser multidisciplinares, colaborativas, comunicativas, hábeis e tecnológicas. Com uma educação que volte seu processo de ensino nesses moldes, iniciaremos nossa migração de Esparta para Atenas.